sábado, 14 de novembro de 2009

Diamante Hope

Tava navegando na internet com meu papitu e descobrimos a historia do diamante Hope, o diamante amaldiçoado, moh legal!! dêem uma conferida! O primeiro registo histórico do diamante Hope surge por volta de 1660, quando o mercador francês Jean-Baptiste Tavernier o adquiriu durante as suas viagens na Índia. A pedra tinha então cerca de 112 quilates e estava lapidada em forma de triângulo. O diamante é originário da mina de Kollur e, de acordo com a lenda, foi roubado de um templo hindu dedicado à deusa Sita, onde estava encastrado numa estátua, representando um dos olhos da divindade. Em 1668, Tavernier vendeu o diamante ao rei Luís XIV de França. A pedra foi entregue ao joalheiro da corte, Sieur Pitau, que a cortou e lapidou de acordo com o gosto da corte francesa. O diamante passou a pesar cerca de 67 quilates e ficou conhecido como o Diamante Azul da Coroa. Luís XIV costumava usá-lo ao pescoço em ocasiões solenes, suspenso numa fita e encastrado em ouro. O seu bisneto, Luís XV, readaptou a pedra para fazer parte do seu pendente da Ordem do Tosão de Ouro. Mais tarde, Luís XVI ofereceu a pedra a Maria Antonieta, por ocasião do seu casamento. Durante a Revolução Francesa, já com o rei e a rainha na prisão, as jóias da coroa desapareceram num roubo efetuado a 11 de Setembro de 1792. O diamante azul desapareceu também, e o seu paradeiro é incerto nos anos seguintes. Em 1812, o diamante reaparece na posse de Daniel Eliason, um mercador de jóias londrino. A identidade da pedra foi disputada até se confirmar, em 2005, que era de facto o diamante azul francês, desaparecido durante a revolução. Apesar de se supôr habitualmente que a pedra foi adquirida pelo rei Jorge IV do Reino Unido, não há registros da compra nos arquivos da contabilidade real. O dono seguinte do diamante foi Henry Philip Hope, que o adquiriu em 1824 para a sua coleção de pedras preciosas. A partir desta data, a pedra passa a ser conhecida como diamante Hope. O diamante foi adaptado como um pregador, usado pela cunhada de Hope em ocasiões sociais. Após a morte de Henry Philip em 1839, os seus sobrinhos lutaram pela herança em tribunal durante dez anos, até a coleção de gemas ser por fim concedida a Henry Hope. O diamante passava a maior parte do tempo guardado num cofre, mas foi exibido na Great Exhibition de Londres (1851) e na Exposição Universal de Paris (1855). O diamante Hope permaneceu na posse da família até 1901, quando foi vendido a um joalheiro londrino por 29,000 libras, para pagar as dívidas de Francis Hope. Após várias mudanças de dono e cortes, que incluíram Pierre Cartier e a socialite estado-unidense Evalyn MacLean (que por vezes o pregava à coleira dos seus cães), o diamante Hope foi adquirido por Harry Winston em 1949, por uma soma desconhecida. Winston incluiu o diamante numa coleção de outras pedras preciosas famosas que exibia para fins de caridade. Em 1958, Harry Winston doou o diamante ao Instituto Smithsonian. [editar] Maldição A lenda da maldição do diamante Hope nasceu no início do século XX e foi criada por May Yohe, uma atriz estado-unidense que fora casada com Lorde Francis Hope e que fugira para a Austrália com o amante. A vida não lhe correu bem e, de regresso aos Estados Unidos, procurou vender a história da maldição a produtores de cinema de Hollywood. A história do diamante transformou-se num filme, que incluía diversas liberdades criativas como a atribuição da morte de Marat à maldição e, possivelmente, à origem da lenda do roubo do templo Hindu. Desde então, diversos infortúnios têm sido atribuídos ao diamante, como o destino de Luís XVI e Maria Antonieta (que acabaram guilhotinados na Revolução Francesa), a suposta morte de Tavernier devorado por lobos (que de facto morreu de causas naturais), a loucura de Jorge IV ou a morte de Catarina, a Grande (que nunca possuíram o diamante). Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Diamante_Hope"

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Courtney Brims

bah... adoro artes plasticas e amo quem desenha, num sei se já falei isso aqui... o negócio é que eu tava passeando por ai e ve o site da Courtney Brims uma desenhista de mao cheia. aki alguns trampos dela:

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

I Gotta Feeling

Olhem esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=A9CmZXSSYmc É a prova de que a união faz a força em qualquer situação ainda mais se for na situação:DIVERSÃO beijo a todos

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Antes de Tudo

 

À véspera da rua,
Alinho meus espartilhos internos
E rezo para a chuva.
Vasculho entre minhas roupas íntimas
Motivos cósmicos.
Crio vincos nas paredes
E também nos pés.
Ponho junto às minhas ancas
Um filho imaginário

Troco beijos por escarros

Lacro a geladeira com cadeados
Verifico as fechaduras das janelas
E troco as chaves
De esconderijo.

Então

Saio andando
Com as pontas dos dedos

Das mãos.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A cesta de lixo

Era uma cesta de lixo. Tinha a impressão, a nítida impressão, de que havia, ali na calçada, alguém me observando. Cheguei a ficar assustada. O coração palpitante demarcando a sinfonia de meu desespero rústico. Atrapalhava-me entre a realidade e a possível realidade. Queria me submeter somente à leitura, que tentava fazer concentrada... Dispersava-me qualquer movimento, e eu, pequena dentro de meu medo, não agredia a realidade de ninguém que passava naquela calçada úmida da noite que não dorme. Continuava a ler. Me infiltrava no dialogo. E a cesta de lixo, me encarando. Um homem. Um homem caminhava do outro lado da rua com a sacola na mão. Me olhava. Talvez estivesse tentando adivinhar se por trás daquela penumbra se escondia um saco de lixo ou uma pessoa, lendo no escuro. “imagina, ninguém estaria aqui, nesse escuro, lendo... não... não com esse perigo de hoje em dia.” Talvez tivesse pensado. Mas foi fundo, olhou de novo, e de novo, e novamente. Aí eu criei coragem e o encarei. Tal como uma raposa, quando encontra seu jantar. Como eu não tinha coragem de encarar a cesta de lixo. Como eu não tinha coragem de me encarar no espelho. Ah, se ao menos eu não soubesse o motivo da minha dor! Encarar-me-ia com coragem, como fazia com aquele sujeito. Despistaria-me, como fiz com aquele sujeito. E sairia ilesa, como me aconteceu... Como não acontecia com aquela cesta de lixo, imóvel, ali, logo à minha frente, me encarando. Despindo-me. Igualando-me, o pior!Igualando-me! Que absurdo... Se ao menos eu não soubesse o tamanho do meu sofrer. O ignóbil tamanho da minha cobiça. Sim, minha cobiça. Minha cobiça por uma vida que não fosse absurda. Se ao menos a vida esquecesse de ter esperança e me fizesse morrer. Sim a vida. É como diz o Cortázar “Provavelmente, de todos os sentimentos, o único que de fato não é nosso é a esperança. A esperança pertence à vida, é a própria vida se defendendo.” Gostaria de não pensar que morrer é a válvula de escape mais acessível. Aquela cesta de lixo, era meu mundinho torpe em miniatura.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fermé- um

Só se está feliz quando morre. Mergulhei na solidão com todo fôlego possível. Fiquei submersa na dor a fim de alcançar a morte. Sem ele, minha vida chegou ao grau maior de intensidade. A fumaça de minha tristeza era latente. A escuridão era tão forte que chegava a ser palpável. E de certa forma... Eu gostava disso. Porque estava só. Ricardo fora meu amante durante dois anos e meio. Depois decidimos que a amizade nos abrigava melhor. Com o termino do namoro, nos apegamos ainda mais. Convivíamos todos os dias, todas as horas, cada minuto era dedicado um para o outro. Ligações de madrugada sinalizavam nosso envolvimento. Mas sempre que o via, sua boca perecia pedir pela minha. Amamos-nos de um jeito estranho e complexo de mais até pra nós dois. Punimo-nos por isso. E não estando juntos, estávamos perto de mais. E isso era tudo o que queríamos. Mas agora... Agora... Tudo o que eu tinha era o espelho porque Ricardo estava longe. Ele viajou para estudar Gastronomia, algo assim, acho que em Paris. Mandava cartas todo mês contando sua vida no exterior. Eu nunca respondia. Passou um ano e eu não agüentava mais a solidão. Pensava que ia ser diferente. Pensava que sairia bem dessa sem ele. Mas estava enganada. De uma forma estranha, Ricardo era tudo o que eu tinha. E acho que eu era a mesma coisa pra ele. Continua...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ângela

O vulto de um filho imaginário lhe percorre a mente. Tomara a pílula-do-dia-seguinte no mês anterior como ele pedira. Abafara a ânsia de seu corpo por um feto. A ânsia de tuia pele pela gravidez. Guardara as fotos de seu filho no vão da memória. Perdera o primeiro filho num acidente de carro. Foi uma fechada. Depois o freio. E o atrito

Agora, era como se estivesse matando seu segundo bebê. Num homicídio frio e milimetricamente calculado.

Sentia-se culpada por atender aos caprichos do marido, que não queria saber de outro filho depois daquele. Gemia todas as noites lembrando-se do acidente em pesadelos.

Andava pelo corredor dos quartos pausadamente. Aquele corredor infinito. Passava os dedos gelados entre os desenhos do papel de parede. Retratava na mente as brincadeiras do segundo filho que nunca existira. À esquerda de teu corpo anestesiado o quarto do primeiro filho, os bibelôs da ausência... Os ursinhos do desespero. A caminho do banheiro o riso da criança que partia. Na mão tremula o décimo teste de gravidez. A desejosa mulher, mãe do imaginário, conferia sempre que podia se os remédios faziam mesmo efeito. O caminho até o banheiro parecia sublinhar as letras da eternidade. Os passos temerosos pareciam afundar o chão em pegadas translúcidas. Ao chegar ao banheiro, abaixa o teste para colher a urina. Espera um tempo pra saber o resultado. A respiração ofegante sinaliza o desespero e a ânsia pelo sim. Os olhos úmidos nem piscam e começam a arder. O som da voz rouca de Ângela denuncia o veredicto.

- Estou grávida...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um amor de Cristina 3

Coisa que eu acho mais sexy é mulher com livro na mão. E ela está assim, bem na minha frente, sentada na poltrona, lendo. Compenetrada e sexy. Cristina me fascina com seu jeitinho melancólico de andar e sua boca avermelhada. Estamos juntos faz meses, talvez anos,quando estou com ela perco a noção de tempo. Meu nome é Acácio, vocês já devem me conhecer, nunca escrevi aqui em primeira pessoa, pois bem, sou eu, prazer. Estava com Cristina pela expectativa, pelo futuro, por essa coisa de querer saber o que vai acontecer daqui pra frente. Hoje estou com Cristina porque o futuro chegou e o meu futuro é ela. E o futuro dela sou eu. Montamos dentro de casa um lar. Alicerçamos uma família entre nós dois. Cuidamos para que o teto de vidro nunca quebre. Escolhermos nos aquecer nos detalhes. E mantemos assim nossa relação. Se iremos nos separar um dia, só Deus sabe... Por enquanto somos uma alma e um só corpo, eternamente até “enquanto dure”.

sábado, 8 de agosto de 2009

Viva Vovó Gilza!!!!

Apoiou a xícara de café na mesa de centro da sala de estar e dedilhou a estante de sua Vovó com os olhos a procura de um novo livro. Joana, a garota do canto do sofá, não gostava de ler qualquer-coisa, besteirinhas adolescentes ou autores sem sobrenome. Joana gostava de ler. Ler algo que a fizesse descobrir no mundo, o mundo. Mas ultimamente não lia nada literal. Lia, à tardinha, as linhas do rosto de sua avó, seu romance favorito. Vovó Gilza, emaranhada de linhas de tricô, contava suas historias À neta interessada todas as tardes de sábado em sua casinha fofa no subúrbio de São Paulo. Vovó Gilza era a ultima bolacha do pacote, com seu sorriso de Trakinas e suas risadas desmioladas. Passou a trabalhar aos 13 anos de idade, para ajudar a mãe. Sempre muito contente encontrou um namorado rapidinho e se casou. È uma vencedora de nove filhos e alguns bons netos. Vovo Gilza sabe como preparar um bom bolo de chocolate e um cafezinho fresco. Vovó Gilza tem vários agravantes, varias coisas fofas, é uma pessoa repleta de grandes alegrias, mesmo a vida sendo uma droga. Mas ela sempre diz uma coisinha: Leia. Leia os livros que quiser e que até os que não puder. Leia a si mesma sempre que necessário. Ame tudo que puder amar e o que não puder também. Voe muito. Ore muito. Abrace muitas arvores na sua vida. Coma muitos doces. E o mais importante: nunca deixe de tomar o meu café.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quites

eu não tenho um texto novo... entao vai esse velhinhu mesmo: Ajoelhou o ego e implorou por perdão. Teve como resposta um pecado.“ Também te traí, Rose... também não fora só uma ou duas vezes. Mas sempre com a mesma mulher.” Sentiu um leve sorriso prolongar pro canto do rosto aliviado e tão feminino. Não se sentia mais tão culpada assim. A traição mutua fez pensar que , afinal, “estamos quites, então”. E, ao dizer isso com tanta satisfação, apoiou as costas magras na cadeira e cruzou as pernas, provocante. Tudo ficou mais calmo e Paulo olhava a mulher com um ar constipado, mas desejoso. Quando a pediu em casamento, ambos novos, nem adolescentes, nem adultos, não tinha certeza do amor que jurava... desconfiava ser mais um tipo de atração física muito forte, um sentimento de necessidade. Algo destruidor. Permaneceram nisso por vinte anos. Vinte anos de traições pela incerteza, pelo incômodo. Acima de tudo: pela confusão. Eram confusos como quando inventaram de casar. E mesmo na hora das cartas, a mesa parecia só um apoio para o sexo. Até a traição lhes era atraente. Rose cruzava as pernas para o olhar faminto de Paulo, que não se continha em posição alguma na outra cadeira, desnudava a mulher com o prazer. “Acho que ambos erramos, ambos temos de pedir perdão. Ambos fomos idiotas” Sim, ele se sentia um imbecil diante da mulher mais sensual do mundo. “Você sabe que eu te perdoei já. Mesmo porque, não sou deus nenhum que julga morte ou vida. Foi só uma crise, certo? A gente continua se amando, num tem porque separação ou qualquer outra frescura” passava a mão no cabelo curto, mexia na aliança, falava com esse tom rouco, grosso, observava as próprias unhas, acanhada. “é... acho que entre a gente, tudo vai sempre acabar em beijo” reclamou Paulo logo interferido pela mulher “Não, meu querido, tudo sempre vai acabar em sexo... Não sei porque precisávamos de amantes...” não sabiam. Eles tinham tudo: a nudez. Os dedos todos sabiam de cor os caminhos dos corpos. Ajeitou a franja atrás da orelha e sorrio “nos amamos ainda, né?” Aquela voz rouca... “Sim, Rose, você sabe que sim” Descrusou as pernas e apoiou na mesa para um beijo "estamos quites"